Orgasmo: a coisa mais brochante do mundo


Vou te fazer uma pergunta aqui no início do texto e você me responde lá embaixo, no final. Beleza? Lá vai: qual a parte mais foda no “fazer sexo”?
Nós homens somos incentivados desde cedo a fazer jorrar litros e litros de esperma nas páginas das revistas masculinas, assistindo vídeos pornô ou fantasiando com as gostosas que vemos por aí. O incentivo vem de várias frentes, mas a principal é o que vem dos hormônios.
A coisa é tão forte que até você realmente transar com uma mulher, aquele é o estímulo mais verdadeiramente sexual. Gozar é o prazer supremo, a razão para ignorar qualquer coisa que não seja aquela “pequena morte”. Até que um dia… conhecemos o sexo com outro ser que não a nossa mão.
Tive uma amiga que gostava de, durante o mestrado, aproveitar as possibilidades que a faculdade oferecia para “snacks”. Os únicos salgadinhos que ela evitava fortemente comer eram os calouros, recém descabaçados, afoitos, desesperados por meter e, principalmente, por gozar. Sempre ele, esse verbo maldito. O orgasmo, esse estágio aniquilador do sexo.

Um vulcão que entra em erupção sem aviso nunca traz muita felicidade…
“Mas qual é a grande encanação com o orgasmo? Não é o grande objetivo do sexo?” Opa opa epa! Calma lá, cocada. Teu objetivo no sexo é o orgasmo? Puro e simples? É o gozar? Gozar você goza fácil, de qualquer jeito. Batendo uma é o jeito mais comum, não? E o jeito mais estúpido também. Mas o gozo, no meio do sexo, no meio da dedicação exclusiva a outra pessoa que não você, é estúpido e brochante.
Tá achando o papo meio torto demais? Explico: o que diabos você faz depois de gozar? Todo o seu corpo já se esforçou para fazer o sexo mais que bem feito, para satisfazer você e através disso a outra pessoa (ou você faz sexo para satisfazer o outro? olha que isso é masoquismo, hein?), para ejacular, que o que você quer agora é um descanso, é bater um papo, é ir pra sala e ver uma tevê – ou na pior das hipóteses, desejar que tudo ao seu redor vire uma pizza.
E é aqui que a história da minha amiga e o “não-gozar” se encaixam. O gozo acaba com a festa, brocha a empolgação da sua parceira (isso sem considerar que uma empolgação mais afoita pode te fazer gozar antes do tempo… e deixa-la na mão) e lhe deixa cansado para uma segunda rodada. Ou você é o Romário e dá três sem tirar de dentro? Sei…
No menos, pensa bem: o momento do gozo pode até ser uma explosão sem fim, pode até ser o motivo da sua mulher lhe fazer um café da manhã reforçado no dia seguinte, pode até ser responsável por um sorriso inabalável de “caralho, que noite foda”, mas nada tira a graça da comunhão que é passar horas se misturando e confundindo com outra pessoa na cama, repetindo orgasmos sem a ejaculação – as mulheres podem gozar quantas vezes quiserem . ;-)

Quantas horas você passaria mantendo essa perspectiva?
Fica-se muito focado no gozo, sem parar para sentir verdadeiramente o meio do sexo. O início ainda tem seus louros, com as danças, o desejo, o vislumbre. O fim, carinho, riso e simpatia. O meio é que é o grande e verdadeiro “problema”. Problema porque pede que a dedicação seja total, uma atenção voltada apenas para o fazer, o mexer, o vibrar, o suspirar. O sexo é como uma dança de salão com a possibilidade gentil de não limitar ao homem a condução dos passos.
Se a mulher só consegue gozar em uma posição, porque submetê-la a só conhecer o orgasmo com aquela posição? Por que não se dedicar a satisfazê-las das mais variadas maneiras? Se você tem problemas em segurar a ejaculação, por que se dedicar ao gozo?
Procure fazer exatamente o contrário, se dedicando ao sexo e evoluindo sua técnica de penetração.A graça está no desafio, meu caro. Gozar é a menor das coisas no sexo. Vale todo o esforço, até quando a lubrificação natural acabar, mas a empolgação não. O orgasmo, possível de outras maneiras que não com o jorro de esperma, é “permitido e incentivado”. Perder o foco no que é realmente importante, não.
E aí, responde pra gente: qual a parte mais foda no “fazer sexo”?
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