É preciso gostar para dar certo. Será?

Outro dia ouvi que “é preciso gostar muito de uma pessoa para dar certo”. Repliquei que é preciso dar certo para gostar muito de uma pessoa. Explico.

Nossa ideia de um relacionamento bem aventurado é de que o único e mais importante ingrediente que existe é o amor, como se ele pudesse fazer todos os prodígios sozinho. Infelizmente não é verdade. O amor é uma porção relativa no sucesso de um relacionamento, em especial porque o gostar de alguém passa por um filtro psicológico, nem sempre consciente para a pessoa.

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Ou seja, uma pessoa que teve pais ausentes ou abusivos terá registrado em seu repertório de amor que ele é sinônimo de abandono, destrato e indiferença. Logo, o filtro subliminar que terá é de uma busca por amar pessoas frias, indiferentes e até prepotentes. É o registro que ela tem, o qual influenciará na sua “escolha” amorosa. Eu diria que ela se sente mais impelida à sentir aquilo do que escolhendo, por ser um amor que maltrata emocionalmente porque recorda sensações antigas da memória afetiva. Qualquer casal que diz se amar nunca dá certo, porque amam e são amados de um jeito torto, estranho, carregado de várias pendências emocionais destrutivas.

Amar alguém, portanto não é um critério confiável, mas quando um relacionamento funciona bem, tem parceria, amizade, intimidade agradável e admiração mútua, há uma chance maior de dar certo. Se uma pessoa aciona o seu melhor aspecto, essa relação positiva irá alimentar o ciclo de carinho, reforço positivo e admiração mútua, ingredientes certos para que uma história de amor seja longínqua.

Resumindo e contrariando a crença popular, é preciso dar certo para gostar – e não gostar para dar certo!
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