‘Não tinha inimizade’, diz sargento irmão de policial morta em Santarém

Sargento reforçou que providências sobre o crime seguirão as leis...
Silvia Margarida foi morta com tiro na cabeça nesta segunda-feira (14).


Sargento do Corpo de Bombeiros, Augusto Campos (Foto: Andressa Azevedo/G1)
Sargento do Corpo de Bombeiros, Augusto Campos (Foto: Andressa Azevedo/G1)
“Para quem conhecia a Silvia, era uma pessoa ímpar. Era uma pessoa muito dedicada a igreja, muito disponível. Ela não tinha inimizade com ninguém”, garantiu o sargento Augusto Campos do Corpo de Bombeiros, irmão da subtenente da Polícia Militar Silvia Margarida Campos de Sousa, de 44 anos, morta com um tiro na cabeça na manhã desta segunda-feira (14), no bairro Caranazal, em Santarém, oeste do Pará.

"Ela sempre vinha aqui em casa, tomar benção da mamãe e retornava. Foi o acaso. Não foi nada de outros casos. Revolta porque ela deixa dois filhos".
 
Irmão da vítima, sargento Augusto Campos Familiares e amigos se reuniram ainda pela manhã na casa da mãe de Silvia, que fica localizada na Avenida Plácido de Castro a poucos metros do local do crime. De acordo com o sargento Campos, Silvia tinha mais de 20 anos de carreira militar. Enquanto ela foi soldado, cabo e sargento trabalhou combatendo o crime nas ruas. Após se tornar subtenente, passou a comandar as guarnições e atualmente trabalhava no serviço administrativo do 3º BPM. Além dele, mais dois irmãos e o marido dela também são militares.
 
Em entrevista ao G1, o sargento contou que quando soube do crime estava de serviço no quartel do Corpo de Bombeiros.  “Ela sempre vinha aqui em casa, tomar benção da mamãe e retornava. Foi o acaso. Não foi nada de outros casos. Revolta porque ela deixa dois filhos, um de 8 e  um de 14 anos. Revolta a forma como ela foi a óbito, com tiro na cabeça”, disse o irmão.


Familiares e amigos reunidos na casa da mãe da subtenente na manhã desta segunda (Foto: Andressa Azevedo/G1)
Familiares e amigos reunidos na casa da mãe da subtenente na manhã desta segunda

Campos reforçou que apesar de ter sido uma militar, as providências adotadas para chegar ao autor do crime seguirão as leis. “É o procedimento correto até proque somos militares e seguimos essa linha”, explicou.

 O crime

 
A subtenente foi morta com a própria arma enquanto caminhava por uma calçada, em frente a Associação de Moradores do bairro Caranazal. Ela havia saído do trabalho e iria até a casa da mãe quando foi abordada por um homem em uma motocicleta. A hipótese inicial da polícia é que ela foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), pois o criminoso fugiu com a arma, mas não estão descartadas outras possibilidades.

A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O Serviço de Inteligência da PM foi acionado e investiga o caso. O policiamento foi reforçado, barreiras foram montadas e pessoas com atitude suspeita estão sendo abordadas.

Uma câmera de uma casa, localizada na Agripina de Matos, registou o momento em que a subtenente caminhava pela rua. O motociclista aparece nas imagens. O vídeo, que não teve a divulgação autorizada pela polícia, não mostra o momento do crime, mas será utilizado pela para tentar identificar o suspeito.


Ela foi alvejada com um tirno na cabeça (Foto: Andressa Azevedo/G1)
Local onde a subtenente Silvia Margarida foi assassinada (Foto: Andressa Azevedo/G1)   
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